Fala do novo presidente da Cepisa traz o perigo da privatização
O novo presidente da Eletrobrás Distribuição Piauí (Cepisa), Pedro Carlos Hosken Vieira, deu sua primeira opinião sobre a empresa de energia no Estado. E, para quem é bom entendedor percebeu que sua fala era a e um apaixonado privatista.
Segundo Pedro Carlos, a empresa hoje está falida, com um prejuízo acumulado de R$ 1,2 bilhão, e afirma que vai combater a indústria de liminares do Estado.
Segundo Pedro Carlos, a empresa hoje está falida, com um prejuízo acumulado de R$ 1,2 bilhão, e afirma que vai combater a indústria de liminares do Estado.
Fotos: Yala Sena/CidadeVerde.com
Pedro Hosken
Em palestra na sede da Cepisa, Pedro Hosken faz a apresentação de um plano de contrato de melhoria da empresa para os próximos cinco anos, contando com o apoio do Conselho da Eletrobrás.

Pedro Hosken era Diretor Comercial da Eletrobrás Ele assume o lugar de Flávio Decat que está deixando a Eletrobrás. “O patrimônio da Cepisa é negativo, se eu fosse vendê-la passaria um cheque de R$ 65 milhões. Do ponto de vista empresarial ela é uma empresa falida”, destacou.
Mais claro não poderia ser. O novo presidente parece que chega com a missão de vender a estatal piauiense, de acordo com a política da Eletrobrás e do governo Lula.
Mais claro não poderia ser. O novo presidente parece que chega com a missão de vender a estatal piauiense, de acordo com a política da Eletrobrás e do governo Lula.

José Antônio Muniz
O novo presidente de Distribuição condenou o que chamou de “indústria de liminares” no Piauí, as quais os municípios estariam se aproveitando para não pagar suas contas. Ele declara que são pelo menos 146 liminares de cidades. Ou seja, não haverá mais moleza para que os políticos eleitoreiros possam distribuir energia em troca de votos em seus currais.
Contudo, não seria o caso de acabar com os carrapatos sem matar o animal. Que há uma troca de moeda com a energia no Piauí, todo nós sabemos. Porém, o que deveria acontecer seria o fim desses "favores" sem precisar levar energia para quem realmente necessita. O social deve imperar sobre o venal.
A inadimplência chega a um acúmulo de R$ 200 milhões. “Não existe uma empresa com o maior número de inadimplência como a Cepisa”, comentou. Esse discurso é velho e já conhecemos. É a entrada para a política de privatização em todos os governos capitalistas.
Contudo, não seria o caso de acabar com os carrapatos sem matar o animal. Que há uma troca de moeda com a energia no Piauí, todo nós sabemos. Porém, o que deveria acontecer seria o fim desses "favores" sem precisar levar energia para quem realmente necessita. O social deve imperar sobre o venal.
A inadimplência chega a um acúmulo de R$ 200 milhões. “Não existe uma empresa com o maior número de inadimplência como a Cepisa”, comentou. Esse discurso é velho e já conhecemos. É a entrada para a política de privatização em todos os governos capitalistas.

Ele declara que vai buscar melhorias dos serviços, fazer novos investimentos "porque não há condições de sustentar buracos, buracos e mais buracos”. Além da Cepisa, mais seis distribuidoras do Brasil terão investimentos de R$ 4,6 bilhões.
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