Edienari dos anjos
especial para o dp
Os profissionais da saúde de nível superior da Fundação Municipal de Saúde- FMS vão paralisar suas atividades na próxima terça-feira (30). Enfermeiros, dentistas, farmacêuticos, psicólogos, assistentes sociais, dentre outros profissionais vão cruzar os braços como forma de chamar a atenção da prefeitura municipal de Teresina para aprovação do Projeto de Lei Complementar do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) das categorias envolvidas.
Segundo o secretário geral do Sindicato dos Odontólogos, Marcondes Martins, o posicionamento é uma forma de advertir o prefeito Silvio Mendes por não enviar o PCCS a Câmara Municipal de Vereadores da capital para que o plano fosse aprovado. Ao todo, são 12 categorias envolvidas, onde seus líderes pretendem reunir os 1.150 profissionais no auditório do Conselho Regional de Odontologia do Piauí na terça-feira (30) para decidir sobre os rumos das exigências dos profissionais. "Não estamos falando em greve, apenas numa paralisação de advertência", frisou.
"Há dois anos estamos lutando pela aprovação do plano. Todos os trâmites legais no que diz respeito a reuniões e encaminhamento de ofícios a prefeitura foram feitos. Não tivemos nenhum problema sobre o assunto entre a Secretaria de Planejamento e a Fundação Municipal de Saúde, agora só falta a prefeitura se posicionar", disse o secretário geral Marcondes Martins.
Ele citou que a documentação chegou ao gabinete do prefeito há dois meses e diz não saber o porquê do impasse. "Desde período para cá os líderes das categorias dos profissionais de saúde não conseguem entrar em contato com a prefeitura para resolver isto. Já se passaram dois anos e até agora nada. As classes estão cansadas de esperar. Quem está de fora quer uma solução, quer ver resultados", comentou o secretário.
Ele lembra que, durante a paralisação da categoria médica, os profissionais foram prontamente atendidos pela prefeitura e diz esperar pela mesma atitude com os demais profissionais da saúde. "Buscamos as mesmas reivindicações e aguardamos o mesmo tratamento. Somos todos filhos de uma mesma 'mãe' e não cabe atender apenas uma categoria em detrimento de outras", rememorou o secretario Marcondes Martins.
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