11/02/2010

Greve esvazia canteiro de obra da ponte do Sesquicentenário


Greve esvazia canteiro de obra da ponteAs obras na Ponte do Sesquicentenário continuam paradas por conta da greve dos trabalhadores da construção civil pesada. As negociações entre os sindicatos patronal e dos trabalhadores continuam e, até então, nenhuma proposta foi apresentada para pôr fim ao movimento. Na ponte do Sesquicentenário, considerada a obra mais importante do momento, dois dias de paralisação já prejudicam o cronograma de execução e traz prejuízos para a empresa responsável.

Ao todo há 250 operários envolvidos na obra e as negociações acontecem com o sindicato patronal com sede no Rio de Janeiro. "A empresa não fez nenhuma proposta individual para os trabalhadores, como chegou a ser publicado. A proposta vai valer para todos os trabalhadores, independente da construtora", disse o administrador da obra Zé Edmilson.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil no Piauí - Sitricon, Raimundo Ibiapina, afirmou que o sindicato patronal iria enviar uma nova proposta ainda ontem. Os trabalhadores reivindicam salários que variam de R$ 550 a R$ 760. A greve paralisou obras em todo o Estado.

No dia 2 a categoria realizou uma paralisação de advertência, reivindicando um novo piso salarial para operários não-oficiais, com o valor de R$ 600, para os meio oficiais, R$ 700 e aos oficiais, R$ 800. No entanto, o sindicato patronal ofereceu R$ 518 (não-oficiais), R$ 580 (meio oficiais) e R$ 730 (oficiais), e a proposta não foi aceita. Ibiapina disse que a diferença da contra-proposta é pequena e ele espera que seja aceita pela classe patronal.

O presidente do sindicato destacou alguns trabalhadores temem ser substituídos por outros, no entanto, Raimundo Ibiapina pede que haja bom senso na resolução. "Acho que o Sindicato Patronal deve dar algum sinal, os trabalhadores não vão permitir que sejam substituídos, isto é desumano, espero que eles tenham bom senso em suas atitudes", enfatizou.

Outras reivindicações, segundo Raimundo Ibiapina, são: eliminar o trabalho aos sábados, com a jornada de trabalho semanal de 40 horas, a ser cumprida de segunda a sexta com duração de 8 horas diárias; O fornecimento de uma cesta básica; Contrato de experiência; Identificação funcional com crachás de identificação profissional; Local de lazer, colocando a disposição gratuita de jogos, livros e promovendo outros tipos de eventos e convênio farmácia, com despesas descontadas em folha de pagamento.


Da Redação
com informações do DP

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