16/11/2006

Como ter paz se o que nos dão é a guerra, cara pálida!

Está sendo realizado no Rio Poti Hotel um Seminário Pela Paz, oferecido pela PMT/SEMEC. O seminário é voltado para os(as) professores(as) das escolas municipais de Teresina.

Bem, o tema é bastante importante, já que realmente estamos sentindo que as escolas estão sendo ocupadas por gangues e os nossos alunos estão sendo importunados por pessoas alheias à educação.

Porém, não há violência maior do que a que o prefeito Sílvio Mendes, e por que não dizer, o PSDB, vem fazendo com toda a categoria dos(as) servidores(as). Há anos, os(as) servidores vem tendo uma política de arrocho salarial; há anos, existe uma política fascista de não dialogar com o sindserm (sindicato que representa os(as) servidores(as) municipais); e, há anos as greves da categorta vêm sendo tratadas como casos de polícia.

Há algo mais violento do que jogar polícia em cima de grevistas e ocupar as escolas com armas e cassetetes; há algo mais violento do que exonerar diretor(a) eleito pela comunidade escolar; há algo mais violento do que conceder salário de fome aos servidores;e, há algo mais violento do que fazer terror psicológico, como foi feito pelo prefeito Sílvio e pelo secretário W. Bomfim, junto aos professores.

Para que realmente possamos ter Paz nas escolas, é necessário reajuste salarial dígno; cumprimento dos direitos dos(as) trabalhadores(as); política pedagógica que atenda as crianças carentes e a desigualdde de ensino-aprendizagem; eleições diretas, democráticas e autônomas para diretores(as) de escolas e hospitais. É necessário uma administração pública municipal voltada para a maioria da população, e não uma voltada para o SETUT e aos empresários, que explora a população carente e tenta enganar, com estorinha da carochinha, sobre paz, que eles não nos dão.

Não haverá paz enquanto houver capitalismo. Não haverá paz enquanto houver luta de classe.

Nenhum comentário: