31/10/2006

Como será o segundo mandato de Lula?
Eduardo Almeida

Hoje, não existem esperanças de grandes mudanças nas massas. Esperam conservar as pequenas conquistas do crescimento econômico e talvez conseguir algumas coisinhas a mais. Além disso, acreditam que depois de todas os escândalos de corrupção ocorridos, Lula e o PT “aprendam” e evitem novas crises políticas semelhantes.

Ataques

Nós queremos dizer aos trabalhadores e à juventude que nem ao menos essas pequenas esperanças serão satisfeitas. O segundo mandato de Lula (assim como seria se Alckmin fosse eleito) será de ataques violentos aos direitos adquiridos dos trabalhadores como nunca se viu no país. Existirão novas e muitas crises políticas, que não serão evitadas com a maioria alcançada pelo governo nessas eleições.
A verdadeira agenda de Lula, longe dos holofotes de sua campanha, inclui duas reformas neoliberais duríssimas contra os direitos dos trabalhadores: a trabalhista e a previdenciária.
Além disso, já está no horizonte uma nova crise econômica internacional. A economia dos EUA cresceu no terceiro trimestre de 2006 apenas 1,6% (menor taxa desde 2003), sinalizando uma crise em um futuro próximo. Como a economia brasileira está completamente atrelada à mundial, o segundo mandato de Lula será marcado não pelo crescimento econômico, mas pela crise, como o último mandato de FHC.
Assim, seja pela crise econômica, seja pelas reformas neoliberais, os trabalhadores não vão manter o que conquistaram. Terão que lutar muito para defender seus direitos.
Junto a isso, prevemos mais e maiores crises políticas do que no primeiro mandato. No que toca à corrupção, se trata da previsão mais fácil. O aliado preferencial do segundo mandato de Lula será o PMDB. A ala governista deste partido, aparentemente, agora conseguirá ser maioria. O PMDB esteve envolvido em todos os governos desde o fim da ditadura militar e sempre se envolveu com todos os escândalos de corrupção. Com o PT “absolvido” pelas urnas das denúncias e o PMDB como principal aliado, Lula terá em seu segundo mandato marcado por novas crises por denúncias de corrupção.

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