A meta, de acordo com o debate, é que a UESPI tenha prioridade definidas para que investimentos sejam realizados na instituição e deem melhorias em setores da universidade.
Estudantes, professores, servidores, reitoria e parlamentares estiveram reunidos na manhã de hoje (6) na Universidade Estadual do Piauí (UESPI) no campus Poeta Torquato Neto, em Teresina, para discutir ações efetivas para a instituição. O consenso entre os participantes, inclusive o Ministério Público do Estado (MPE), é que a universidade, segunda maior estadual do país, tenha um planejamento estratégico.
A meta, de acordo com o debate, é que a UESPI tenha prioridade definidas para que investimentos sejam feitos a curto e a longo prazo. A previsão é que o plano de ação voltado para estruturar minimamente a universidade comece a ser elaborado durante um seminário que discutirá as necessidades mais urgentes da instituição. O reitor Carlos Alberto, informou que a administração da Universidade já iniciou um levantamento prévio e apontou que para dar as condições estruturais mínimas de funcionamento é preciso investimentos no valor de R$ 200 milhões.
"Porque os recursos que disponibilizamos hoje são voltados apenas para pagamento da folha de pessoal e cumprimento de obrigações sociais, como água e luz. Eu só posso resolver os problemas da UESPI com o financeiro. Não tem mágica", disse alegando ainda que o orçamento atual da instituição é insuficiente.
Para a estudante Sara Fontenele, os problemas da UESPI não podem ser resumidos apenas às questões estruturais. Ela apontou que a instituição deve oferecer à comunidade acadêmica assistência estudantil e incentivo à pesquisa e à extensão. "Laboratórios, livros são apenas condições mínimas. Precisamos de um ensino de qualidade e isso vai além da estrutura física", disse.
O deputado estadual Firmino Filho (PSDB) defendeu a necessidade da autonomia financeira da Universidade e da aplicação dos recursos previstos no orçamento da instituição. "Se é previsto R$ 7 milhões que todo o recurso seja aplicado. Só assim faz sentido em falar de autonomia financeira da UESPI", completou. Já o deputado João de Deus (PT) destacou que através de um planejamento estratégico "será possível saber as condições a serem dadas para a universidade". E afirmou: "A universidade precisa cumprir seu papel na sociedade piauiense e para isso é preciso investimentos".
O promotor dos Feitos da Fazenda Pública, Fernando Santos, lembrou do acompanhamento que o Ministério Público vem fazendo no caso da UESPI e reafirmou o comprometimento da instituição em ajudar na resolução do impasse. "Estamos atentos no que se refere à administração da universidade para que possamos acompanhar de perto aspectos como as obras inacabadas e a realização de concurso público para professores e servidores da UESPI", pontuou.
Repórter: Mayara Bastos (Jornal O DIA)
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