Com a maior cara-de-pau, TSE aciona greve dos professores em SP na lei criminal eleitoral
BRASÍLIA e SÃO PAULO - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou nesta quinta-feira ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) parecer que considera procedente a denúncia apresentada por PSDB e DEM acusando o Sindicato dos Professores de São Paulo de usar a greve da categoria, em março, para fazer propaganda eleitoral negativa contra o candidato tucano à Presidência, José Serra. Para Gurgel, o movimento grevista, que devia destinar-se ao debate das condições de trabalho dos professores da rede estadual, voltou seu foco "à depreciação do candidato ao cargo majoritário do governo federal pelo PSDB", propagando a ideia de que ele não era apto para o exercício da função e estimulando o eleitor a não votar nele nas próximas eleições.
Ao admitir que a denúncia dos partidos de oposição tem procedência, Gurgel recomendou a aplicação da penalidade máxima prevista pelo descumprimento da Lei das Eleições, pela qual caberá ao Sindicato dos Professores e a sua presidente, Maria Izabel Azevedo Noronha, arcar com uma multa de 50 mil Ufirs (pouco mais de R$ 50 mil) ou o valor gasto com a propaganda eleitoral negativa.
Serra faz campanha eleitoral a toda hora
É muita cara-de-pau dos ministros do TSE ao enquadrar uma greve de uma categoria na lei eleitoral. É querer a todo momento "enquadrar" os movimento sociais às leis burguesas.
Os trabalhadores em educação em São Paulo não fizeram outra coisa a não ser denunciar uma política de desmancho da educação ao jogarem ao público as péssimas condições salariais em que se encontram debaixo do governo Serra. Denunciaram os desmontes que vem sendo implementado pelos tucanos na área da educação em SP. Isso em nenhum momento é apelo eleitoreiro.
É certo que ao denunciarem o governo Serra, em pleno ano eleitoral, respinga em sua candidatura à Presidencia da República. Porém, não foi somente Serra que fora exposto, houve também criticas ao modelo neoliberal, principal causa desses desmontes, do governo Lula. E lula não acionou a greve dos professores no TSE, pois não é candidato.
O TSE não vê os movimentos do então governador, na época da greve, José Serra ao inaugurar obras, até mesmo inacabadas, em pleno ano eleitoral. Serra, em todo os momentos de sua vida política ativa no governo de São paulo, não fez outra coisa senão polítca eleitoral. Até mesmo viajou o país em busca de alianças eleitorais.
Ha, vão tomar banho e lavar suas bocas sujas, senhores ministros. Temos mais o que fazer; até mesmo as nossas greves reivindicatórias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário