R$ 1 milhão: Câmara de Teresina deve construtora, servidores e equipamentos
Quando assumiu seu mandato de presidente do Legislativo da capital do Piauí, o vereador Renato Berger, nome que desde o início era a menina dos olhos do prefeito, prometeu façanhas. Entre elas aquilo que a maioria dos órgãos no Estado prometem, prometem e não fazem, concursos públicos. O anúncio jogou luz Na velha Câmara, que saltava aos olhos através das instalações paupérrimas e vergonhosas.Quase um ano depois, a velha Câmara volta a assombrar a nova sede. E quem dera se fosse só a parte edificante e visível. O que assombra agora são as relações com pessoas que não zelam pelo patrimônio público, nele se locupletando, e as contas que não mais fecham. Em ocasiões assim os gestores sempre falam que houve queda nos repasses, mas nunca culpam a si pela má gestão, pela falta de corte de gastos, pelas demissões dos que ganham sem trabalhar.
Berger, se não tomar providências sérias, dificilmente terá um discurso palatável para retornar ao cargo e será lembrado como aquele que fez desandar de vez as contas do Legislativo da capital piauiense. Num dos ensaios para tentar sair desta mais que crise, o presidente reuniu seus pares no início da semana e anunciou que é preciso cortar na própria carne e, deixou bem claro que há uma “redução de recursos e aumento das despesas” em relação a anos anteriores.
Preocupação exposta na página institucional
“A idéia da presidência é fazer com que os parlamentares ajudem a encontrar soluções que garantam o bom funcionamento da Casa”, segundo o portal institucional. Quanto ao pagamento da construtora responsável por construir a nova sede, só previsão. “Estamos com problemas por conta da construção da nova sede. Tivemos reajuste na obra e agora estamos com alguns débitos com a construtora. Mas, durante o primeiro semestre queremos quitar essas dívidas”, ressalta Berger. O débito é com a Construtora Tajra Melo, que cobrou um aditivo para terminar a obra.
Outro débito, com os comissionados, é de R$ 300 mil, referente ao 13º salário de 50% dos assessores de gabinetes dos vereadores. “Já nos reunimos com todos os colegas e ficou acertado que eles terão que abrir mão de algumas coisas para que o funcionamento da Câmara não fique comprometido”, afirma Renato. Berger informou também que o débito com esses comissionados deverá ser quitado entre os meses de fevereiro e março.
A Câmara além da sua estrutura de gabinetes possui também a estrutura administrativa da Casa, onde também possui cargos comissionados. Entre eles há suspeitas da troca do nome de um conhecido agiota, que mantém ampla proximidade com o PSDB, por um ‘laranja’, para continuar recebendo sem chamar muita atenção.
Esse pequeno detalhe dentro do mar de suposta mal gestão das finanças públicas e escassez no repasse de recursos, é encorpado pelos rumores de que há uma troca de servidores entre Câmara e PMT, feitas no submundo e, da suposta existência de uma folha secreta. Informações de pessoas próximas à Casa, que não mais vêem poder de administração de Berger. Esta lista seria algo que não contem muito nomes, mas o suficiente para com seus gordos salários esvaziar os cofres públicos.
Uma das frases de Berger exposta na página institucional diz que na sua gestão "vamos trabalhar para aproximar cada vez mais a Câmara Municipal de Teresina da comunidade. A população tem o direito de conhecer o trabalho dos vereadores e a importância do legislativo municipal".
Fonte:portalaz.com.
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