14/01/2010

Médicos recusam proposta de Sílvio e anunciam greve a partir do dia 18
Prefeito reuniu-se com médicos na noite desta quarta-feira

Os médicos terão direito a levar para a aposentadoria os valores recebidos a título de produtividade, com a devida contribuição para o Instituto de Previdência do Município de Teresina – IPMT. A proposta foi apresentada ontem (13/01) pelo prefeito Sílvio Mendes em mais uma rodada de negociações com a classe médica, no Palácio da Cidade.
A incorporação da produtividade na aposentadoria era uma das principais reivindicações da categoria. A proposta foi apreciada ainda na noite desta quarta-feira, em assembléia convocada pelo Sindicato dos Médicos.Segundo a planilha da prefeitura, os profissionais que trabalham em ambulatórios terão salário inicial de R$ 2.579,84 e de R$ 3.945,83 no final de carreira. Os plantonistas de urgência e emergência passarão a receber um salário de R$ 3.849,90 (inicial) e R$ 5.919,55 em final de carreira. Os médicos plantonistas do SAMU ficarão com salário inicial de R$ 3.988,57 e de R$ 6.058,02 na aposentadoria. Para os médicos do PSF o salário inicial é de R$ 3.996,65 e final de R$ 5.362,62.
A proposta inclui, ainda, reajuste salarial linear de 10% e aumento de 30% na produtividade para os profissionais que trabalham em ambulatórios, plantonistas e serviços de urgência. O impacto mensal da nova proposta na folha de pagamento da Prefeitura é de R$ 688 mil.
Porém, a categoria decidiu por não aceitar essas propostas e ainda marcou uma data para o início da greve, que deve ser na próxima segunda-feira (18/01), em todos os hospitais da rede pública da capital e do interior do Estado. Além disso, as urgências e emergências devem funcionar com apenas 30% do contingente de médicos. “A greve é inevitável diante da resposta dos gestores à nossa proposta”, afirmou o presidente do Sindicato dos Médicos, Leonardo Eulálio, durante a assembleia realizada ontem à noite.

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