A Executiva Nacional do PSOL decidiu nesta quinta-feira encerrar as conversas com o PV para o apoio à candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC) à Presidência da República. Segundo a direção do partido, o principal motivo do rompimento é a decisão do PV de se coligar com o PSDB na disputa para o governo do Rio de Janeiro.
"Não queremos relações próximas com candidaturas conservadoras. Queremos uma candidatura autônoma, independente, não satélite das que estão aí", disse o secretário-geral do PSOL, Afrânio Boppré, após reunião da Executiva Nacional, em Brasília.
O coordenador-geral da pré-candidatura de Marina Silva, o vereador do Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis (PV), afirmou que a decisão do PSOL não surpreende. "De fato nunca considerei essa hipótese [de aliança]. Há diferenças substanciais entre os dois partidos", afirmou.
No entanto, para ele, é possível fechar com o PSOL alianças estaduais como no caso de Alagoas, onde Heloísa Helena sairá candidata ao Senado. Segundo Sirkis, a desistência do PSOL é de certa forma positiva. "É preocupante fazer uma aliança, escamoteando as divergências, que podem aparecer no meio da campanha. É melhor não haver aliança nacional e haver acordos estaduais", diz o vereador.
Com a decisão da Executiva Nacional, o grupo da presidente nacional do PSOL, Heloisa Helena (AL), decidiu lançar o presidente do partido em Goiás, Martiniano Cavalcanti, como pré-candidato do partido à Presidência. Além de Cavalcanti, os ex-deputados Babá e Plínio de Arruda Sampaio também já lançaram suas pré-candidaturas.
A convenção nacional do partido, marcada para os dias 10 e 11 de abril, vai decidir quem será o candidato da legenda ao Palácio do Planalto.
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