03/12/2009

Reitora da Uespi, Valeria Madeira, demite terceirizados por vingança

A reitora da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) anunciou, nesta quinta-feira (03), que vai demitir 216 funcionários terceirizados que prestam serviço à instituição através da Fauespi (Fundação de Apoio Universidade Estadual do Piauí). Os servidores foram comunicados na manhã de hoje, durante uma reunião com a reitora, Valéria Madeira.

A gestora alega que acatou, após quatro anos, um parecer Ministério Público. A ação movida desde 2005 determinava o afastamento dos terceirizados e a contratação, através de concurso público, de servidores efetivos.

Porém, o interessante é que Valéria Madeira recorreu várias vezes contra a decisão. e somente agora, após ser derrotada nas urnas e no apgar das luzes, ela tenha desistido de continuar com a política de terceirização na sua administração. O último recurso foi protocolado no mês de julho deste ano. A decisão da gestora em não brigar mais pela permanência dos trabalhadores foi entendida, por muitos deles, como uma reação à derrota nas eleições para reitor (Valéria ficou em segundo na disputa, perdendo para o atual vice-reitor, Carlos Alberto).

A demissão, por sua vez, só atinge os terceirizados ligados à Fauespi, entidade também comandada por Valéria Madeira. O que demonstra o ato político desse ato da reitora.

Inconformados com a decisão, os 216 demitidos realizarão uma manifestação em protesto ao ato da gestora. O protesto acontece amanhã (4) no Palácio do Pirajá, sede administrativa da Uespi. O Sindicatos dos Servidores da Uespi, SINTUESPI, apoiará a manifestação. “O sindicato é a favor da substituição dos terceirizados por concursados. Mas não houve concurso, o que houve foi a demissão sumária de pais e mães de famílias”, explica Marcilio Costa, presidente da entidade sindical.

A Coordenação Nacional de Lutas estará apoiando os(as) servidores(as) nessa luta pela readmissão imediata e a realização de concurso para esse setor.

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