A 7ª Parada da Diversidade transformou o centro de Teresina, no final da tarde e inicio da noite desta sexta-feira, 29, em uma grande festa rave. Ao som de boate e ‘hinos’ do movimento gay, como “It’s raining man” (está chovendo homem), muitos candidatos a vereador e até a prefeito aproveitaram o evento para ‘desfilar’ na parada e pedir votos.
Mas também a Parada da Diversidade é um verdadeiro acontecimento. Muito mais que as figuras políticas, os reis da festa são todos aqueles que fazem parte do grupo GLBTTT ou que são simplesmente simpatizantes. A intenção maior do evento é chamar a atenção para uma parte da sociedade que ainda sofre com a indiferença e até com a violência motivada pelo preconceito.
Infelizmente, até hoje as lésbicas não conseguiram consolidar suas reivindicações específicas como bandeiras a serem defendidas nem pelo movimento feminista, nem pelo movimento homossexual. Essa invisibilidade torna a realidade das mulheres que se relacionam com outras mulheres um verdadeiro mistério.
O dia 29 de agosto foi escolhido como o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica porque foi neste dia, em 1995, que ocorreu o 1° Senale (Seminário Nacional de Lésbicas). Durante este evento, no Rio de Janeiro (RJ), lésbicas de vários estados reuniram-se para discutir suas questões específicas. A necessidade de incorporar este dia ao calendário das lutas é produto do isolamento histórico ao qual as lésbicas foram submetidas em relação ao movimento feminista e ao homossexual. No primeiro, devido a incompreensão da necessidade que as mulheres tenham controle sobre as questões relativas a sua sexualidade, decidindo livremente sobre tal, sem sofrer coerção, discriminação ou violência e no segundo pela forte presença do machismo.
Essa Luta é Classista
As mais ricas podem comprar sua liberdade e viver sua sexualidade sem sofrer os mesmos problemas que as lésbicas da classe trabalhadora. Estas estão no campo, nas fábricas, na periferia, nas escolas públicas, muitas vezes são mães, negras e sofrem com o machismo e a homofobia. Quando negras, essas três formas de opressão se somam. Além disso, os mais ricos se beneficiam da lesbofobia para melhor explorar os pobres, vítima de assédio moral e sexual nos locais de trabalho e estudo. Estima-se que 10% das mulheres são lésbicas e que nem 2% delas assumam publicamente sua orientação sexual; 32% são mães e estas muitas solteiras e chefes de família. Sofrem, por isso, ainda mais com as reformas do governo Lula que retira direitos históricos conquistados pelos trabalhadores.
Este governo diminuiu as verbas para o combate a violência contra a mulher, ataca a licença maternidade, aumenta o tempo de trabalho para a aposentadoria e despreza a dupla jornada. Este ano, realizou a I Conferencia Nacional GLBT para debater políticas públicas para o setor, gerando ilusões entre muitos ativistas honestos. Cooptando-os, jogando sua responsabilidade para as ONGs e desarticulando o movimento que estava prestes a realizar um encontro nacional de base, como um fórum legítimo do movimento, independente de governo.
O Programa Brasil sem Homofobia é também outra política do governo a ser criticada, consistindo num calhamaço de propostas que jamais saíram do papel e para o qual muito pouco dinheiro foi destinado. A real opressão que as lésbicas da classe trabalhadora enfrentam cotidianamente em todas as esferas de suas vidas é o resultado concreto das políticas encaminhadas pelos governos.
A opressão serve para dividir a classe trabalhadora e fazer com que, em momentos de ofensiva imperialista como vivemos hoje, os trabalhadores não vejam como inimigos a burguesia e os governos que defendem seus interesses, mas sim uns aos outros. A classe trabalhadora precisa estar unida para resistir aos ataques contra todos os seus direitos.
No I Congresso da Conlutas, no Encontro de Negros e no Encontro Nacional de Mulheres, a classe trabalhadora demonstrou sua necessidade de defender suas diferenças e unir-se nas lutas, trazendo perspectivas de transformação, através da reorganização de setores oprimidos e explorados, de maneira independente e combativa. Utilizando-se de pensamentos hipócritas e conservadores o imperialismo solidifica e intensifica a exploração.
Por outro lado, setores oportunistas que nunca estiveram nas lutas oferecem-se como alternativa para o problema da opressão durante as eleições, mas são incapazes de garantir qualquer vitória para os trabalhadores porque atrelados a burguesia não podem comprometer a exploração da maioria. Para que nossa luta alcance vitórias é preciso assumir o lado dos trabalhadores e disputar a consciência destes para que empunhem as bandeiras contra a opressão. Nossas candidaturas devem estar a favor de fortalecer este programa e esta organização, aproveitando a oportunidade de dialogar com as massas sem iludi-las. A luta contra a lesbofobia é a luta pelo socialismo.
União civil já!
Direito de adoção por casais homossexuais!
Que a educação e a saúde pública trate a sexualidade de maneira livre de preconceito e respeitando as especificidades das lésbicas, permitindo o exercício livre e seguro da sexualidade!
Contra qualquer forma de discriminação, opressão e assédio moral nos locais de trabalho, estudo e moradia!
Direitos iguais aos casais homo e heterossexuais!
Descriminalização e legalização do aborto
Mas também a Parada da Diversidade é um verdadeiro acontecimento. Muito mais que as figuras políticas, os reis da festa são todos aqueles que fazem parte do grupo GLBTTT ou que são simplesmente simpatizantes. A intenção maior do evento é chamar a atenção para uma parte da sociedade que ainda sofre com a indiferença e até com a violência motivada pelo preconceito.
Infelizmente, até hoje as lésbicas não conseguiram consolidar suas reivindicações específicas como bandeiras a serem defendidas nem pelo movimento feminista, nem pelo movimento homossexual. Essa invisibilidade torna a realidade das mulheres que se relacionam com outras mulheres um verdadeiro mistério.
O dia 29 de agosto foi escolhido como o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica porque foi neste dia, em 1995, que ocorreu o 1° Senale (Seminário Nacional de Lésbicas). Durante este evento, no Rio de Janeiro (RJ), lésbicas de vários estados reuniram-se para discutir suas questões específicas. A necessidade de incorporar este dia ao calendário das lutas é produto do isolamento histórico ao qual as lésbicas foram submetidas em relação ao movimento feminista e ao homossexual. No primeiro, devido a incompreensão da necessidade que as mulheres tenham controle sobre as questões relativas a sua sexualidade, decidindo livremente sobre tal, sem sofrer coerção, discriminação ou violência e no segundo pela forte presença do machismo.
Essa Luta é Classista
As mais ricas podem comprar sua liberdade e viver sua sexualidade sem sofrer os mesmos problemas que as lésbicas da classe trabalhadora. Estas estão no campo, nas fábricas, na periferia, nas escolas públicas, muitas vezes são mães, negras e sofrem com o machismo e a homofobia. Quando negras, essas três formas de opressão se somam. Além disso, os mais ricos se beneficiam da lesbofobia para melhor explorar os pobres, vítima de assédio moral e sexual nos locais de trabalho e estudo. Estima-se que 10% das mulheres são lésbicas e que nem 2% delas assumam publicamente sua orientação sexual; 32% são mães e estas muitas solteiras e chefes de família. Sofrem, por isso, ainda mais com as reformas do governo Lula que retira direitos históricos conquistados pelos trabalhadores.
Este governo diminuiu as verbas para o combate a violência contra a mulher, ataca a licença maternidade, aumenta o tempo de trabalho para a aposentadoria e despreza a dupla jornada. Este ano, realizou a I Conferencia Nacional GLBT para debater políticas públicas para o setor, gerando ilusões entre muitos ativistas honestos. Cooptando-os, jogando sua responsabilidade para as ONGs e desarticulando o movimento que estava prestes a realizar um encontro nacional de base, como um fórum legítimo do movimento, independente de governo.
O Programa Brasil sem Homofobia é também outra política do governo a ser criticada, consistindo num calhamaço de propostas que jamais saíram do papel e para o qual muito pouco dinheiro foi destinado. A real opressão que as lésbicas da classe trabalhadora enfrentam cotidianamente em todas as esferas de suas vidas é o resultado concreto das políticas encaminhadas pelos governos.
A opressão serve para dividir a classe trabalhadora e fazer com que, em momentos de ofensiva imperialista como vivemos hoje, os trabalhadores não vejam como inimigos a burguesia e os governos que defendem seus interesses, mas sim uns aos outros. A classe trabalhadora precisa estar unida para resistir aos ataques contra todos os seus direitos.
No I Congresso da Conlutas, no Encontro de Negros e no Encontro Nacional de Mulheres, a classe trabalhadora demonstrou sua necessidade de defender suas diferenças e unir-se nas lutas, trazendo perspectivas de transformação, através da reorganização de setores oprimidos e explorados, de maneira independente e combativa. Utilizando-se de pensamentos hipócritas e conservadores o imperialismo solidifica e intensifica a exploração.
Por outro lado, setores oportunistas que nunca estiveram nas lutas oferecem-se como alternativa para o problema da opressão durante as eleições, mas são incapazes de garantir qualquer vitória para os trabalhadores porque atrelados a burguesia não podem comprometer a exploração da maioria. Para que nossa luta alcance vitórias é preciso assumir o lado dos trabalhadores e disputar a consciência destes para que empunhem as bandeiras contra a opressão. Nossas candidaturas devem estar a favor de fortalecer este programa e esta organização, aproveitando a oportunidade de dialogar com as massas sem iludi-las. A luta contra a lesbofobia é a luta pelo socialismo.

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