14/12/2009

Médicos fazem nova greve dia 7 de janeiro

Em assembléia realizada na última sexta-feira, 11, os médicos decidiram pelo indicativo de greve, com início previsto para o dia 7 de janeiro, nos hospitais públicos de Teresina. O governo do Estado está formando uma comissão para estudar o reajuste reivindicado pela categoria. "A nossa decisão foi tomada pensando na população. Somente em respeito a ela estamos dando essa trégua. Ao contrário do prefeito Sílvio Mendes, que se recusa a negociar, menosprezando o sofrimento das pessoas que ficaram sem atendimento nos dias de paralisação", afirma a vice-presidente do Sindicato dos Médicos - Simepi, Lúcia Santos.

Para o presidente do Simepi, não houve sequer um diálogo satisfatório. "O prefeito e o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Firmino Filho, fecharam as portas para uma negociação. Estão coagindo e ameaçando os nossos colegas na tentativa de desarticular o movimento", afirmou Leonardo Eulálio.

Lúcia Santos acusa o prefeito de estar agindo por motivações políticas. "Faz tempo que o Sílvio não é mais médico. Ele é político. Um profissional jamais agiria da forma como ele está fazendo, coagindo, ameaçando os médicos de cortar ponto e benefícios. É por atitudes assim que nós precisamos lutar por um vencimento digno e não por gratificação, que nos deixa à mercê de gestores inescrupulosos", afirma.

O presidente da Associação Piauiense de Medicina, Felipe Pádua, garante que a categoria está disposta a fazer uma greve como jamais foi vista no Piauí. "Estamos nos espelhando nos nossos colegas de Alagoas, que passaram 14 meses em greve. Não vamos abrir mão do respeito e da valorização para com o profissional médico", ressalta. A categoria exige reajuste escalonado de 30% em cinco etapas para que o piso salarial do médico passe de pouco mais de mil reais para R$ 3.500 até 2012.

No último movimento grevista dos médicos, foram 3 dias de paralisação que teve 100% de adesão da categoria. A greve atingiu Teresina e mais as grandes cidades do Piauí como Parnaíba, Picos, Floriano, Corrente e São Raimundo Nonato.

Centenas de pessoas deixara de ser atendidas durante a greve e as cirurgias eletivas do Hospital Getúlio Vargas também deixaram de ser feitas. Eram atendidos apenas os casos de urgência.

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